{"id":9283,"date":"2020-08-04T11:30:29","date_gmt":"2020-08-04T14:30:29","guid":{"rendered":"https:\/\/lavits.bemvindo.co\/lavits_covid19_15-esteticas-da-coronavigilanicia-mapas-de-calor-e-biopoliticas-do-indolor\/"},"modified":"2020-08-04T11:30:29","modified_gmt":"2020-08-04T14:30:29","slug":"lavits_covid19_15-esteticas-da-coronavigilanicia-mapas-de-calor-e-biopoliticas-do-indolor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lavits.org\/en\/lavits_covid19_15-esteticas-da-coronavigilanicia-mapas-de-calor-e-biopoliticas-do-indolor\/","title":{"rendered":"#15: Est\u00e9ticas da coronavigil\u00e2ncia: mapas de calor e biopol\u00edticas do indolor"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Giselle Beiguelman<\/em><em>*<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Covid-19 transformou a cultura urbana, introduzindo elementos in\u00e9ditos no cotidiano das cidades. A imagem da multid\u00e3o, sempre associada \u00e0 emerg\u00eancia e \u00e0 vida das metr\u00f3poles, foi substitu\u00edda pela das ruas vazias. O repovoamento paulatino do espa\u00e7o p\u00fablico vem acompanhado do ressurgimento de seus habitantes de m\u00e1scara. Participam desse quadro de \u201cnovo normal\u201d a multiplica\u00e7\u00e3o das c\u00e2meras t\u00e9rmicas e a prolifera\u00e7\u00e3o dos term\u00f4metros de infravermelho na entrada de qualquer lugar.<\/p>\n<p>A paranoia \u00e9 o horizonte est\u00e9tico pand\u00eamico e nada mais condizente com isso que um term\u00f4metro em forma de arma. Inevit\u00e1vel pensar no que diria sobre esse tema o fil\u00f3sofo e urbanista Paul Virilio (1932-2018), que tantas vezes nos alertou para as dimens\u00f5es pol\u00edticas da automa\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o e da industrializa\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o. Essa automa\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 emerg\u00eancia de uma vis\u00e3o artificial, \u00e0 delega\u00e7\u00e3o a m\u00e1quinas de um olhar que n\u00e3o temos. J\u00e1 a industrializa\u00e7\u00e3o remete ao mercado da percep\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica, fartamente instrumentalizada pelas formas de vigil\u00e2ncia contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p>Um dos pilares desses sistemas de vigil\u00e2ncia \u00e9 o sensoriamento remoto, uma forma de monitorar e extrair dados sem contato f\u00edsico com o objeto. Tecnicamente, os primeiros voos militares de bal\u00e3o, que eram realizados desde o fim do s\u00e9culo 18, antes da inven\u00e7\u00e3o da fotografia, podem ser considerados a origem desse procedimento, numa arqueologia de suas pr\u00e1ticas. E muito embora a fotografia a\u00e9rea tenha sido um dos marcos da Primeira Guerra Mundial, foi apenas no \u00e2mbito da corrida espacial e da Guerra Fria entre os EUA e a URSS que aquilo que entendemos por sensoriamento remoto se consolidou.<\/p>\n<p>Com a migra\u00e7\u00e3o dos sistemas anal\u00f3gicos para os digitais, a partir da d\u00e9cada de 1980, a imagem \u00e9 articulada a sensores e deixa de ser uma pr\u00f3tese compensat\u00f3ria do tempo n\u00e3o vivido e do que j\u00e1 passou, para tornar-se um am\u00e1lgama de dados variados, como os campos eletromagn\u00e9ticos n\u00e3o vis\u00edveis aos humanos. Apesar de n\u00e3o enxergarmos, tudo aquilo que vemos reflete e absorve energia eletromagn\u00e9tica do sol. A forma pela qual cada superf\u00edcie absorve e reflete a radia\u00e7\u00e3o identifica particularmente os diferentes objetos ou corpos, e constitui o que os cientistas chamam de \u201cassinatura espectral\u201d. Isso permite o desenvolvimento de uma gama de sensores com finalidades variadas para medir a energia de determinados comprimentos de onda. Os sensores utilizados por c\u00e2meras t\u00e9rmicas e pelos <em>gun thermometers<\/em>, popularizados pela Covid-19, por exemplo, operam no espectro infravermelho.<\/p>\n<p>Utilizadas em opera\u00e7\u00f5es militares e em controle de fronteiras, essas c\u00e2meras t\u00e9rmicas tiveram um vertiginoso aumento de uso com a pandemia do coronav\u00edrus. Atreladas a drones, monitoraram Wuhan do alto e um prot\u00f3tipo associado a alto-falantes foi testado em Recife. Recentemente, a Amazon implantou esse tipo de c\u00e2mera em seus dep\u00f3sitos para monitorar o cont\u00e1gio entre seus funcion\u00e1rios. A c\u00e2mera funciona como um porteiro eletr\u00f4nico. Caso o indiv\u00edduo esteja com febre, n\u00e3o entra. O corpo transforma-se assim na nova senha do novo normal.<\/p>\n<p>Criticados pela relatividade de suas informa\u00e7\u00f5es em ve\u00edculos especializados e na grande imprensa, a populariza\u00e7\u00e3o desses dispositivos traz ainda outras quest\u00f5es de ordem pol\u00edtica, cultural e est\u00e9tica relacionadas \u00e0 naturaliza\u00e7\u00e3o e opacidade dos sistemas de sensoriamento remoto.<\/p>\n<p>Primeiramente \u00e9 preciso levar em conta que sua precis\u00e3o est\u00e1 associada a um tipo novo de resolu\u00e7\u00e3o de imagem: a \u201cresolu\u00e7\u00e3o temporal\u201d. Ela \u00e9 qualificada pela frequ\u00eancia com que os sensores revisitam e obt\u00eam informa\u00e7\u00f5es da mesma \u00e1rea. O que indica uma capacidade cada vez maior e mais sofisticada de ler (e armazenar, sabe-se l\u00e1 em quais servidores) dados sobre funcion\u00e1rios de uma empresa, usu\u00e1rios do sistema p\u00fablico de transporte a caminho do trabalho ou da escola, e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Por outro lado, tudo isso \u00e9 feito a partir de imagens da fisiologia do indiv\u00edduo, vistas por olhos totalmente maqu\u00ednicos, que escaneiam o corpo e o reconstituem a partir da tradu\u00e7\u00e3o de <em>inputs<\/em> eletromagn\u00e9ticos em pixels. Ao final, em segundos, comp\u00f5em um retrato \u201cem rosa p\u00farpura e azul\u00e3o\u201d do sujeito. Um retrato que s\u00f3 pode ser validado em um banco de dados, abrigado em uma nuvem computacional e submetido a alguma Intelig\u00eancia Artificial que buscar\u00e1 padr\u00f5es para eventualmente contribuir para a cura da Covid-19. Mas que tamb\u00e9m podem vir a ser utilizados para outras finalidades. N\u00e3o sabemos.<\/p>\n<p>N\u00e3o se discute a necessidade de conter a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, tomando medidas que interferem na vida social. Sabemos que s\u00e3o, todavia, a \u00fanica forma de controle da pandemia. A quest\u00e3o aqui \u00e9 outra: compreender as est\u00e9ticas da vigil\u00e2ncia do coronav\u00edrus no campo de uma nova biopol\u00edtica. Uma biopol\u00edtica porosa, que adentra a fisiologia, monitorando os corpos sem toc\u00e1-los, sem coer\u00e7\u00e3o e sem dor.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o quer dizer que se trata de uma biopol\u00edtica menos violenta que a do capitalismo industrial. Pelo contr\u00e1rio, ela \u00e9 t\u00e3o ou mais perversa que as modalidades coercitivas e conhecidas por todos. Sua efici\u00eancia depende da converg\u00eancia entre rastreabilidade e identidade, confluindo, em situa\u00e7\u00f5es extremas, como a do coronav\u00edrus, para uma outra hierarquia social. Nessa hierarquia, contrap\u00f5em-se os corpos im\u00f3veis e os m\u00f3veis, entre quem \u00e9 vis\u00edvel e quem \u00e9 invis\u00edvel perante o Estado e pelos algoritmos corporativos.<\/p>\n<p>S\u00e3o os im\u00f3veis, aqueles que podem parar, trabalhar em casa, transitar nos espa\u00e7os de consumo nos hor\u00e1rios pr\u00e9-estabelecidos, os que s\u00e3o rastre\u00e1veis, comput\u00e1veis, vigi\u00e1veis e cur\u00e1veis.\u00a0No contexto \u201claboratorial\u201d que a coronavida imp\u00f4s, no qual a cumplicidade com o monitoramento \u00e9 tamb\u00e9m uma prerrogativa de sobreviv\u00eancia, o n\u00e3o rastreado \u00e9 aquele para o qual o Estado j\u00e1 havia voltado \u00e0s costas. Na espiral da \u201ccoronavigil\u00e2ncia\u201d, o sujeito m\u00f3vel \u00e9 aquele invis\u00edvel vis\u00edvel que nossa viol\u00eancia social teima em n\u00e3o enxergar.<\/p>\n<p>\u00c9 cedo para antecipar o que ocorrer\u00e1 no contexto p\u00f3s-pand\u00eamico e saber se essa distribui\u00e7\u00e3o social entre m\u00f3veis e im\u00f3veis se perpetuar\u00e1 no novo normal. Contudo, n\u00e3o \u00e9 prematuro afirmar que a pandemia j\u00e1 ditou algumas regras da gram\u00e1tica neoliberal como fundamentos sociais. A naturaliza\u00e7\u00e3o da vigil\u00e2ncia \u00e9 seu pilar de sustenta\u00e7\u00e3o e o mapa de calor a tradu\u00e7\u00e3o visual do cotidiano paranoico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>O l\u00e9xico do mapa de calor<\/strong><\/h2>\n<p>O mapa de calor \u00e9 uma t\u00e9cnica de visualiza\u00e7\u00e3o de dados que mostra a magnitude de um fen\u00f4meno como cor em duas dimens\u00f5es. A varia\u00e7\u00e3o na cor, por matiz ou intensidade, revela como o fen\u00f4meno est\u00e1 agrupado ou se modifica. Muito usados no campo da biologia molecular para identificar o comportamento de genes em diferentes condi\u00e7\u00f5es, os mapas de calor tamb\u00e9m traduzem visualmente as informa\u00e7\u00f5es sobre a temperatura corporal, recurso que se popularizou com a pandemia do coronav\u00edrus e do qual me apropriei no projeto <em>Coron\u00e1rio<\/em>[1].<\/p>\n<p>Obra de net art de minha autoria, comissionada para o programa IMS Convida, do Instituto Moreira Salles, <em>Coron\u00e1rio<\/em> re\u00fane as palavras mais marcantes da experi\u00eancia cultural do coronav\u00edrus no Brasil (como \u00e1lcool gel e comunav\u00edrus), mensuradas pelo \u00edndice de tend\u00eancias de buscas do Google, entre mar\u00e7o e abril, per\u00edodo que coincide com os primeiros dias do isolamento social. As palavras mais acessadas pelo p\u00fablico do site respondem dinamicamente, mudando de cor, em conformidade com um mapa de calor que reflete a aten\u00e7\u00e3o recebida.<\/p>\n<p>Importante destacar que esse uso dos mapas de calor para monitorar a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico \u00e9 assentado no marketing digital e faz jus aos princ\u00edpios da economia do olhar que move a Internet. \u00c9 fundamental, para reter a aten\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio, compreender n\u00e3o s\u00f3 as formas pelas quais seu olhar transita nos conte\u00fados, mas os pontos em que se assenta e seus movimentos de dispers\u00e3o. Softwares especialmente concebidos para este fim rastreiam o movimento do mouse na tela, identificando os pontos mais clicados e as \u00e1reas de maior aten\u00e7\u00e3o e desaten\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios. Nasce a\u00ed um complexo de t\u00e9cnicas que combinam elementos de psicologia cognitiva, semi\u00f3tica e repert\u00f3rio de marketing voltado para a captura daquilo que j\u00e1 foi o sin\u00f4nimo do lugar da liberdade: o olhar.<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente este tipo de rastreamento que utilizamos no <em>Coron\u00e1rio<\/em>. As palavras mais acessadas do l\u00e9xico do coronav\u00edrus (o Coron\u00e1rio) reagem aos cliques dos visitantes, refletindo o interesse coletivo. Segui a l\u00f3gica da <em>dataveillance<\/em> (vigil\u00e2ncia de dados), cujo foco n\u00e3o \u00e9 o indiv\u00edduo, mas sua integra\u00e7\u00e3o a um padr\u00e3o. Por esse motivo, as manchas de calor, no site do <em>Coron\u00e1rio<\/em>, n\u00e3o s\u00e3o resultantes de intera\u00e7\u00f5es por processos de a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o. Elas operam de forma relacional, indicando a distribui\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o de todo o p\u00fablico, incorporando as intera\u00e7\u00f5es individuais na constitui\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es e tend\u00eancias coletivas.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o <em>Coron\u00e1rio<\/em> funciona n\u00e3o s\u00f3 como um gloss\u00e1rio da experi\u00eancia cultural e social da pandemia, que no Brasil assumiu contornos pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos, mas tamb\u00e9m como um exerc\u00edcio de rastreamento feito em p\u00fablico. Ao interpretar o coronav\u00edrus no \u00e2mbito da cultura, partindo do seu l\u00e9xico, o <em>Coron\u00e1rio<\/em> assume que estamos diante n\u00e3o apenas de um dos mais graves problemas de sa\u00fade p\u00fablica da hist\u00f3ria. Estamos tamb\u00e9m em um momento de profundas transforma\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas locais e globais. Catalisadas pela pandemia, essas transforma\u00e7\u00f5es se imp\u00f5em biopol\u00edtica e esteticamente. Na naturaliza\u00e7\u00e3o dos rev\u00f3lveres travestidos de term\u00f4metros e nas c\u00e2meras que recolhem a assinatura espectral dos nossos corpos em mapas de calor est\u00e3o contidas, portanto, muito mais que a leitura da temperatura. Tais ferramentas trazem \u00e0 tona, ainda que de forma cifrada, as pautas de uma \u00f3tica algor\u00edtmica que \u00e9 preciso aprender a ver. Porque ela nos j\u00e1 enxerga.<\/p>\n<p>[1] http:\/\/coronario.ims.com.br<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-8422\" src=\"https:\/\/lavits.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/coronario_imsconvida-400x400.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/lavits.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/coronario_imsconvida-400x400.jpg 400w, https:\/\/lavits.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/coronario_imsconvida-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/lavits.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/coronario_imsconvida-200x200.jpg 200w, https:\/\/lavits.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/coronario_imsconvida-768x768.jpg 768w, https:\/\/lavits.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/coronario_imsconvida-820x820.jpg 820w, https:\/\/lavits.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/coronario_imsconvida-150x150.jpg 150w, https:\/\/lavits.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/coronario_imsconvida-80x80.jpg 80w, https:\/\/lavits.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/coronario_imsconvida.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><em>* GISELLE BEIGUELMAN \u00e9 artista e professora Livre-Docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S\u00e3o Paulo (FAU-USP). Pesquisa preserva\u00e7\u00e3o de arte digital, arte e ativismo na cidade em rede e as est\u00e9ticas da mem\u00f3ria no s\u00e9culo 21. Desenvolve projetos de interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas no espa\u00e7o p\u00fablico e com m\u00eddias digitais. \u00c9 autora de Mem\u00f3ria da amn\u00e9sia: pol\u00edticas do esquecimento (Edi\u00e7\u00f5es Sesc, 2019) e de v\u00e1rios livros e artigos sobre o nomadismo contempor\u00e2neo e as pr\u00e1ticas da cultura digital. Entre seus projetos recentes destacam-se Mem\u00f3ria da Amn\u00e9sia (2015), Odiol\u00e2ndia (2017) e Monumento Nenhum (2019). \u00c9 membro do Laborat\u00f3rio para OUTROS Urbanismos (FAUUSP) e do Interdisciplinary Laboratory Image Knowledge da Humboldt-Universit\u00e4t zu Berlin. Suas obras art\u00edsticas integram acervos de museus no Brasil e no exterior, como ZKM (Alemanha), Jewish Museum Berlin, MAC-USP, MAR (Rio de Janeiro) e Pinacoteca de S\u00e3o Paulo. Entre outros pr\u00eamios, recebeu o Pr\u00eamio ABCA 2016 (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Cr\u00edticos de Arte), categoria Destaque, e o Pr\u00eamio Sergio Motta de Arte e Tecnologia em 2003. Em 2014, integrou o grupo de 10 net artistas internacionais convidados pelo The Webby Awards para participar da exposi\u00e7\u00e3o comemorativa dos 25 anos da WWW (The Web at 25). \u00c9 colunista da R\u00e1dio USP e da Revista Zum. Site pessoal: desvirtual.com.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>**Este artigo retoma e expande o texto \u201cSorria, voc\u00ea est\u00e1 sendo escaneado\u201d publicado no site da Revista Zum em 19 de junho de 2020.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h2>\n<p>BRUNO, F. <strong>M\u00e1quinas de ver, modos de ser<\/strong>: vigil\u00e2ncia, tecnologia e subjetividade. Porto Alegre: Sulinas, 2013.<\/p>\n<p>SHEKAR, S. &amp; VOLD, P. &#8220;What\u2019s There? Remote Sensing&#8221;, In: Spatial Computing. Cambridge: MIT Press, 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/doi.org\/10.7551\/mitpress\/11275.003.0006<\/p>\n<p>VIRILIO, P. <strong>A m\u00e1quina de vis\u00e3o<\/strong>. Rio de Janeiro: Iluminuras: Jos\u00e9 Olympio, 1994.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>S\u00e9rie Lavits_Covid19<\/strong><\/h2>\n<p>A <strong>Lavits_Covid19: Pandemia, tecnologia e capitalismo de vigil\u00e2ncia<\/strong> \u00e9 um exerc\u00edcio de reflex\u00e3o sobre as respostas tecnol\u00f3gicas, sociais e pol\u00edticas que v\u00eam sendo dadas \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus, com especial aten\u00e7\u00e3o aos processos de controle e vigil\u00e2ncia. Tais respostas levantam problemas que se furtam a sa\u00eddas simples. A s\u00e9rie nos convoca a reinventar ideias, corpos e conex\u00f5es em tempos de pandemia.<\/p>\n<div id=\"gtx-trans\" style=\"position: absolute; left: 385px; top: 1792px;\">\n<div class=\"gtx-trans-icon\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Giselle Beiguelman* &nbsp; A Covid-19 transformou a cultura urbana, introduzindo elementos in\u00e9ditos no cotidiano das cidades. A imagem da multid\u00e3o, sempre associada \u00e0 emerg\u00eancia e \u00e0 vida das metr\u00f3poles, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":8425,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"_EventAllDay":false,"_EventTimezone":"","_EventStartDate":"","_EventEndDate":"","_EventStartDateUTC":"","_EventEndDateUTC":"","_EventShowMap":false,"_EventShowMapLink":false,"_EventURL":"","_EventCost":"","_EventCostDescription":"","_EventCurrencySymbol":"","_EventCurrencyCode":"","_EventCurrencyPosition":"","_EventDateTimeSeparator":"","_EventTimeRangeSeparator":"","_EventOrganizerID":[],"_EventVenueID":[],"_OrganizerEmail":"","_OrganizerPhone":"","_OrganizerWebsite":"","_VenueAddress":"","_VenueCity":"","_VenueCountry":"","_VenueProvince":"","_VenueState":"","_VenueZip":"","_VenuePhone":"","_VenueURL":"","_VenueStateProvince":"","_VenueLat":"","_VenueLng":"","_VenueShowMap":false,"_VenueShowMapLink":false,"footnotes":""},"categories":[977],"tags":[],"tematica":[872,901,952,953],"destaque":[],"class_list":["post-9283","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lavits_covid19-en","tematica-covid-19-e-tecnologia-en","tematica-esteticas-da-vigilancia-en","tematica-visibilidade-en","tematica-visualidades-en"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9283"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9283\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8425"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9283"},{"taxonomy":"tematica","embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tematica?post=9283"},{"taxonomy":"destaque","embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/destaque?post=9283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}