{"id":9382,"date":"2019-10-30T09:14:00","date_gmt":"2019-10-30T12:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lavits.bemvindo.co\/praticas-de-investigacao-como-ver\/"},"modified":"2019-10-30T09:14:00","modified_gmt":"2019-10-30T12:14:00","slug":"praticas-de-investigacao-como-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lavits.org\/en\/praticas-de-investigacao-como-ver\/","title":{"rendered":"Pr\u00e1ticas de Investiga\u00e7\u00e3o: Como ver?"},"content":{"rendered":"<p><em>Texto originalmente publicado no site do <a href=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/archives\/116\"><strong>Pimentalab<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois de compartilharmos algumas reflex\u00f5es sobre as formas do Comum urbano \u2013 suas expropria\u00e7\u00f5es e possibilidades emergentes \u2013 nos dividimos em 4 subgrupos (infraestruturas; corpo-cuidado; especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria; securitiza\u00e7\u00e3o) para que pud\u00e9ssemos criar uma conversa-escuta mais atenta de trabalho. Na semana anterior ao dia da pesquisa no territ\u00f3rio, as pessoas puderam trocar impress\u00f5es sobre o tema (virtualmente ou presencialmente), pensar em formas de interrog\u00e1-lo na rua, assim como estrat\u00e9gias e dispositivos de pesquisa.<\/p>\n<p>Nessa primeira etapa preparat\u00f3ria, a ideia era exercitarmos a capacidade de produzir perguntas, hesita\u00e7\u00f5es, mais do que encontrar \u201csolu\u00e7\u00f5es\u201d ou apresentar \u201cden\u00fancias\u201d. Pensamos sobre o que seriam <a href=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/archives\/74\">\u201cperguntas-vinculantes\u201d<\/a>\u00a0que pudessem n\u00e3o apenas abrir uma problem\u00e1tica, mas tamb\u00e9m nos implicar nela. Para facilitar essas trocas, os grupos utilizaram como ferramenta um\u00a0<em>PAD,\u00a0<\/em>uma plataforma livre para escritas compartilhadas.<\/p>\n<p>No PAD, experimentamos uma outra temporalidade da comunica\u00e7\u00e3o virtual: mais lenta, mais reflexiva, menos adoecedora. Nos encontramos todes no dia 19\/10, na Funarte, para que pud\u00e9ssemos sair juntos, cada qual em seu subgrupo, em uma primeira a\u00e7\u00e3o de pesquisa. Alguns grupos optaram por fazer uma deriva no territ\u00f3rio, observando certos aspectos que lhes interessavam: tecnologias de vigil\u00e2ncia, arquiteturas securit\u00e1rias, enclaves urbanos e formas de territorializa\u00e7\u00e3o;\u00a0outros grupos optaram por permanecer em algum ponto, observar, criar uma ambi\u00eancia de conversa\/escuta (interessante como as duas naturezas de dispositivos que foram pensados para a investiga\u00e7\u00e3o s\u00e3o tamb\u00e9m dois modos de ser\/estar no espa\u00e7o urbano: movimento e perman\u00eancia).<\/p>\n<p>Algumas reflex\u00f5es emergiram ainda no processo de desenhar a pesquisa. Uma delas tem a ver com a rela\u00e7\u00e3o sujeito-objeto que se desdobra no par especialista-amadores. Um dos esfor\u00e7os do\u00a0Laborat\u00f3rio do\u00a0Comum \u00e9 justamente pensar nas rela\u00e7\u00f5es de poder intr\u00ednsecas a uma certa forma colonial de produzir conhecimento e uma das respostas poss\u00edveis \u00e9 criar dispositivos de pesquisa que sejam, ao menos, conscientes dessas rela\u00e7\u00f5es de poder, buscando formas mais abertas e que se assentem em uma experi\u00eancia compartilhada de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><span class=\"image-big\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-118 resized\" src=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/funarte-2-1024x768.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/funarte-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/trama.pimentalab.net\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/funarte-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/trama.pimentalab.net\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/funarte-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/trama.pimentalab.net\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/funarte-2-128x96.jpg 128w, https:\/\/trama.pimentalab.net\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/funarte-2.jpg 1280w\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" \/><\/span><\/figure>\n<p>As formas experimentais de produzir conhecimento no terreno imanente da vida sempre existiram e precisam ser retomadas em suas proposi\u00e7\u00f5es epistemol\u00f3gicas e ontol\u00f3gicas. Se pensarmos, por exemplo, nas pr\u00e1ticas de terreiro e o conhecimento produzido sobre plantas, alimentos, corpos, cuidados, m\u00faltiplas conex\u00f5es entre mundos; na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento ind\u00edgena sobre a terra, plantas, animais, a <em>outreidade<\/em>, a guerra e a festa; Na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento experimental de cozinhas coletivas, ocupa\u00e7\u00f5es, formas de viver em regimes n\u00e3o propriet\u00e1rios; S\u00e3o modos de conhecimento que produzem igualdade na diferen\u00e7a; ao inv\u00e9s de sujeitos e objetos, nesses espa\u00e7os temos mundos ontoepistemol\u00f3gicos de muitos sujeitos (pessoas, animais, plantas, muitos mundos, sabores, sensa\u00e7\u00f5es, infort\u00fanios, curas), muitas pr\u00e1ticas de conversa, de composi\u00e7\u00f5es, de varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 importante, no entanto, saber reconhecer as muitas armadilhas-epistemol\u00f3gicas coloniais: pensar\u00a0<em>para<\/em>\u00a0as pessoas e n\u00e3o\u00a0<em>com<\/em>\u00a0elas; convencer as pessoas e n\u00e3o nos associarmos em pr\u00e1ticas do comum; pretender \u201csalvar\u201d as pessoas de suas condi\u00e7\u00f5es \u201cpouco conscientes\u201d; transmitir conhecimento\/informa\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s de possibilitar um campo de afec\u00e7\u00f5es m\u00fatuas; planejar ao inv\u00e9s de permanecermos nas linhas fr\u00e1geis, inst\u00e1veis de nos perguntarmos mais um pouco, mudar de ideia.<\/p>\n<p>Assumir a localiza\u00e7\u00e3o e parcialidade da pesquisa nos exige pensar de forma mais implicada os problemas de pesquisa que estamos convocando, como praticantes e n\u00e3o especialistas. Uma produ\u00e7\u00e3o de conhecimento implicada nos obriga a nos situar, considerar que temos um corpo, um conjunto de inseguran\u00e7as, marcas. O Comum parte do reconhecimento de que \u201c<em>Existimos pelas coisas que nos sustentam, assim como sustentamos as coisas que existem atrav\u00e9s de n\u00f3s, numa edifica\u00e7\u00e3o ou numa instaura\u00e7\u00e3o m\u00fatua<\/em>\u201d (Lapoujade, 2017).<\/p>\n<p>Antes de irmos \u00e0 rua experimentar o dispositivo de conversa-escuta, uma quest\u00e3o fundamental emergiu: quais s\u00e3o os corpos que se sentem confort\u00e1veis em estar no espa\u00e7o p\u00fablico com disponibilidade? Como lidar com um dispositivo de pesquisa que nos exige tamanha exposi\u00e7\u00e3o? Come\u00e7ar uma conversa com um completo desconhecido na rua nos exige um certo preparo, disponibilidade emocional, habilidades afetivas. Foi importante abrirmos espa\u00e7os para esse desconforto e intuirmos outras formas de estar nesse dispositivo como: fazer conversas coletivas e n\u00e3o entre apenas duas pessoas, por exemplo, ou apenas observar o conjunto das intera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Outro conjunto de quest\u00f5es importantes veio de indaga\u00e7\u00f5es sobre \u201co que ver?\u201d; \u201co que estamos procurando\u201d?\u00a0 \u201cComo ver\u201d? A pr\u00e1tica de pesquisa nos exige tempo, mas os muitos regimes de produtividade e rendimento n\u00e3o nos deixam confort\u00e1veis com esses espa\u00e7os em aberto \u2013 afinal, o que \u201cconta\u201d como conhecimento? Se levarmos a s\u00e9rio a proposi\u00e7\u00e3o de Donna Haraway e\u00a0de muitas outras pr\u00e1ticas filos\u00f3ficas n\u00e3o coloniais, a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento mais se parece com uma conversa do que com a fic\u00e7\u00e3o da \u201cdescoberta\u201d ou da originalidade. Mas tamb\u00e9m envolve um sentido forte da experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Ao sairmos da Funarte com certa\u00a0inten\u00e7\u00e3o, sentimos que algo mudou no nosso regime de aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7o urbano. Algumas pessoas se deram conta da escassez de espa\u00e7os prop\u00edcios para a perman\u00eancia desinteressada; outras conseguiram ver algumas coisas que nunca haviam visto. Alguns coment\u00e1rios, nesse sentido, que apontam para\u00a0 impress\u00f5es sobre dificuldades: \u201c<em>Ter a aten\u00e7\u00e3o das pessoas; Faz\u00ea-las dizer. Ou seja, quest\u00f5es b\u00e1sicas que se tornaram\/ tornam-se imposs\u00edveis na Urbe: Aten\u00e7\u00e3o, olhar, dizer, ouvir e parar\u201d; \u201cDificuldade de escala entre problemas estruturais X escala de a\u00e7\u00e3o humana\u201d; \u201cA estrutura est\u00e1 em tudo, mas como chegar\/eleger o espec\u00edfico\/ponto\/vivido\/ch\u00e3o?<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Essa primeira a\u00e7\u00e3o de pesquisa fez surgir uma s\u00e9rie de outros novos problemas: como uma conversa na rua pode se transformar em conhecimento? Como responder \u00e0 demandas de aten\u00e7\u00e3o e cuidado em uma experi\u00eancia de cidade que \u00e9 t\u00e3o desigual e brutalmente devastadora? Como pensar o problema de escala de quest\u00f5es sist\u00eamicas do capitalismo para uma escala menor da vida na cidade? \u201cComo n\u00e3o ser enfeiti\u00e7ada pela sensa\u00e7\u00e3o de totalidade e inescapabilidade\u201d? (Haraway)<\/p>\n<p>Estar na rua coletivamente, com uma intencionalidade, ouvir hist\u00f3rias de vidas, afli\u00e7\u00f5es nos parece uma experimenta\u00e7\u00e3o inicial de abertura de poros. Evidentemente, muitos dos problemas que ouv\u00edamos (falo do grupo corpo-cuidado) eram atravessados pela desigualdade avassaladora e intensifica\u00e7\u00e3o do empobrecimento que conformam a cidade e que acabam anestesiando nossa forma de lidar com essas feridas. Mas, por outro lado, muitas pessoas com quem conversamos narraram lugares afetivos e existenciais que nos mostram a dignidade da vida (e seu esfor\u00e7o de perseverar) diante de muitas adversidades: ouvimos sobre sentir saudade, sobre se apaixonar e sobre a d\u00favida de n\u00e3o ser correspondida, sobre um certo envenenamento das rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a, sobre solid\u00e3o; sobre o medo de fracassar diante das expectativas da boa maternidade, da boa paternidade; sobre como fazer um macarr\u00e3o em companhia \u201ccom gosto e sabor\u201d\u00a0embaixo do Minhoc\u00e3o \u00e9 mais digno e alegre do que \u201ccomer a comida sem gosto\u201d dos abrigos.<\/p>\n<p>Em uma passagem bonita e conhecida sobre a cidade de N\u00e1poles, Benjamin escreve sobre sua experi\u00eancia na cidade, uma descri\u00e7\u00e3o que poderia ser de um laborat\u00f3rio do comum:\u00a0 \u201cEm todos os lugares se preservam espa\u00e7os capazes de se tornar cen\u00e1rio de novas e in\u00e9ditas constela\u00e7\u00f5es de eventos. Evita-se cunhar o definitivo. [\u2026]. Em tais recantos mal se percebe o que ainda est\u00e1 sob constru\u00e7\u00e3o e o que j\u00e1 entrou em decad\u00eancia. Pois nada est\u00e1 pronto, nada est\u00e1 conclu\u00eddo. A porosidade se encontra [\u2026], sobretudo, com a paix\u00e3o pela improvisa\u00e7\u00e3o. [\u2026]. A porosidade \u00e9 a lei inesgot\u00e1vel dessa vida, a ser redescoberta\u201d (Benjamin,1997).<\/p>\n<p>Por fim, ainda sobre a vis\u00e3o, sobre como ver o espa\u00e7o urbano, as pessoas e o que nos cerca, nos parece interessante uma reflex\u00e3o feita por Marina G\u00e1rcez. G\u00e1rcez retoma os conflitos entre \u201cos olhos da carne\u201d e os \u201colhos da mente\u201d nos textos de Plat\u00e3o e Descartes. O problema compartilhado pelos dois fil\u00f3sofos seria precisamente em como combater ou superar a \u201cinstabilidade\u201d, as \u201cdefici\u00eancias e distra\u00e7\u00f5es dos nossos olhos inundados de realidades sens\u00edveis\u201d se livrando ent\u00e3o dos \u201colhos da carne\u201d (2013:108).<br \/>\nG\u00e1rcez, assim como Donna\u00a0Haraway tamb\u00e9m o faz, insiste no fato de que n\u00e3o podemos abandonar por completo a vis\u00e3o. A fil\u00f3sofa sugere ent\u00e3o o conceito de \u201cvis\u00e3o perif\u00e9rica\u201d do arquiteto finland\u00eas J. Pallasmaa (2006). Em seu livro de nome sugestivo, \u201cos olhos da pele\u201d, Pallasmaa comenta que \u201ca vis\u00e3o focada nos faz enfrentar o mundo enquanto que a vis\u00e3o perif\u00e9rica nos envolve na carne do mundo\u201d. (Pallasmaa, 2006: 10\u00a0<em>apud\u00a0<\/em>G\u00e1rcez, 2013:112).\u00a0 A vis\u00e3o perif\u00e9rica \u00e9 aquela respons\u00e1vel por nos fazer enxergar o movimento, mais do que objetos em seus limites. \u201cA vis\u00e3o perif\u00e9rica n\u00e3o \u00e9 uma vis\u00e3o \u201cdo conjunto\u201d, de um \u201ctodo\u201d. N\u00e3o \u00e9 a vis\u00e3o panor\u00e2mica. N\u00e3o sintetiza, nem sobrevoa. Bem ao contr\u00e1rio: \u00e9 a capacidade que tem o olho sens\u00edvel para inscrever o que v\u00ea em um campo de vis\u00e3o que excede o objetivo focalizado (\u2026) E o faz em movimento, em um mundo que n\u00e3o est\u00e1 nunca diante de si, se n\u00e3o que o rodeia. A vis\u00e3o perif\u00e9rica \u00e9 a de um olho\u00a0<em>involucrado<\/em>:\u00a0<em>involucrado<\/em>\u00a0no corpo de quem olha e\u00a0<em>involucrado<\/em>\u00a0no mundo em que se move\u201d.\u00a0 (G\u00e1rcez, 2013: 112)<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel\u00a0 ampliarmos as possibilidades da\u00a0<em>vis\u00e3o perif\u00e9rica<\/em>, mais como um modo de vermos juntos e de nos tornarmoso presas menos captur\u00e1veis (pelas exig\u00eancias da produtividade, do rendimento)? Como manter a vis\u00e3o perif\u00e9rica como \u201cperspectiva\u201d <em>involucrada<\/em> da pele em nosso caminho de investiga\u00e7\u00e3o? A \u201cvis\u00e3o perif\u00e9rica\u201d nos forneceria n\u00e3o um lugar \u201cprivilegiado\u201d para ver a realidade, n\u00e3o um lugar \u201cessencializado\u201d, mas um modo de sermos atravessados, uma certo regime aten\u00e7\u00e3o e de afec\u00e7\u00e3o? Como permanecermos um pouco mais com as perguntas para que possamos tra\u00e7ar linhas de pesquisa, ainda que no pr\u00f3ximo momento, mais delimitadas? Como fazer um laborat\u00f3rio de arquitetura porosa e recursiva, mas que ao mesmo tempo possa recuperar os olhos da carne?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto originalmente publicado no site do Pimentalab &nbsp; Depois de compartilharmos algumas reflex\u00f5es sobre as formas do Comum urbano \u2013 suas expropria\u00e7\u00f5es e possibilidades emergentes \u2013 nos dividimos em 4 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":7995,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"_EventAllDay":false,"_EventTimezone":"","_EventStartDate":"","_EventEndDate":"","_EventStartDateUTC":"","_EventEndDateUTC":"","_EventShowMap":false,"_EventShowMapLink":false,"_EventURL":"","_EventCost":"","_EventCostDescription":"","_EventCurrencySymbol":"","_EventCurrencyCode":"","_EventCurrencyPosition":"","_EventDateTimeSeparator":"","_EventTimeRangeSeparator":"","_EventOrganizerID":[],"_EventVenueID":[],"_OrganizerEmail":"","_OrganizerPhone":"","_OrganizerWebsite":"","_VenueAddress":"","_VenueCity":"","_VenueCountry":"","_VenueProvince":"","_VenueState":"","_VenueZip":"","_VenuePhone":"","_VenueURL":"","_VenueStateProvince":"","_VenueLat":"","_VenueLng":"","_VenueShowMap":false,"_VenueShowMapLink":false,"footnotes":""},"categories":[590],"tags":[],"tematica":[921],"destaque":[],"class_list":["post-9382","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news","tematica-producao-do-comum-en"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9382"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9382\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7995"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9382"},{"taxonomy":"tematica","embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tematica?post=9382"},{"taxonomy":"destaque","embeddable":true,"href":"https:\/\/lavits.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/destaque?post=9382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}