{"id":9395,"date":"2019-10-09T08:54:07","date_gmt":"2019-10-09T11:54:07","guid":{"rendered":"https:\/\/lavits.bemvindo.co\/para-que-precisamos-de-um-laboratorio-proximos-passos-do-laboratorio-do-comum-campos-eliseos\/"},"modified":"2019-10-09T08:54:07","modified_gmt":"2019-10-09T11:54:07","slug":"para-que-precisamos-de-um-laboratorio-proximos-passos-do-laboratorio-do-comum-campos-eliseos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lavits.org\/es\/para-que-precisamos-de-um-laboratorio-proximos-passos-do-laboratorio-do-comum-campos-eliseos\/","title":{"rendered":"Para que precisamos de um laborat\u00f3rio? Pr\u00f3ximos passos do Laborat\u00f3rio do Comum Campos El\u00edseos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"entry-content\">\n<p><em>Texto originalmente publicado no site do <a href=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/archives\/95\"><strong>Pimentalab<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para que precisamos inventar um laborat\u00f3rio?<\/p>\n<p>Para investigar coletivamente os problemas que nos afetam e para conhecer e inventar modos de associa\u00e7\u00e3o que ampliem nossa capacidade de existir, co-produzir e co-determinar nossas vidas. Nesse percurso \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio fabricar esse \u201claborat\u00f3rio\u201d. Ao faz\u00ea-lo damos forma ao Comum que produzimos e que desejamos cuidar. \u00c9 isso que nos constitu\u00ed enquanto coletivo de praticantes: uma comunidade cognitiva e pol\u00edtica em torno de um Comum.<\/p>\n<p>Noutro post descrevemos algumas caracter\u00edsticas que reconhecemos na constitui\u00e7\u00e3o de um Laborat\u00f3rio do Comum [<a href=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/archives\/70\">https:\/\/trama.pimentalab.net\/archives\/70<\/a>]. Todavia, dada sua natureza processual-relacional, a concretiza\u00e7\u00e3o de um Laborat\u00f3rio do Comum requer sempre a combina\u00e7\u00e3o din\u00e2mica entre uma estrutura (minimamente recorrente) e os processos e conte\u00fados singulares que seus participantes aportam. Noutras palavras, cada laborat\u00f3rio \u00e9 o resultado de uma individua\u00e7\u00e3o coletiva, uma constela\u00e7\u00e3o feita da composi\u00e7\u00e3o singular entre for\u00e7as, desejos, estruturas, diferen\u00e7as,vulnerabilidades,afeta\u00e7\u00f5es e resist\u00eancias\u2026<\/p>\n<p>Inicialmente pensamos o laborat\u00f3rio como um experi\u00eancia de dispara\u00e7\u00e3o de iniciativas coletivas de pesquisa-a\u00e7\u00e3o e modos de associa\u00e7\u00e3o, em territ\u00f3rios espec\u00edficos, orientadas para a produ\u00e7\u00e3o do Comum. Na forma de um \u201cprojeto\u201d concebemos o laborat\u00f3rio com uma dura\u00e7\u00e3o limitada (8 encontros). Ele n\u00e3o se prop\u00f5e a ser uma a\u00e7\u00e3o acabada ou conclusiva, \u00e9 algo tentativo e aberto, um momento numa travessia [<strong>Sobre o Projeto<\/strong>: <a href=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/archives\/31\">https:\/\/trama.pimentalab.net\/archives\/31<\/a>].<\/p>\n<p>Realizamos uma convocat\u00f3ria com algumas caracter\u00edsticas. O projeto parte de um enunciado, um problema que imaginamos coletivo: vivemos um momento de intensifica\u00e7\u00e3o das formas de apropria\u00e7\u00e3o e expropria\u00e7\u00e3o do Comum, de recrudescimento autorit\u00e1rio, de expans\u00e3o dos dispositivos neoliberais de individualiza\u00e7\u00e3o, mercantiliza\u00e7\u00e3o e securitiza\u00e7\u00e3o da vida. Confrontamo-nos com o colapso ambiental, com formas cotidianas de regula\u00e7\u00e3o, disciplina, vigil\u00e2ncia e exterm\u00ednio de alguns corpos indesejados-perigosos-abjetos assim como a pr\u00f3pria intensifica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia do Estado pr\u00e1ticas machistas, racistas e homof\u00f3bicas, com um esgotamento cotidiano da vida na metr\u00f3pole. Ainda assim, [re]existimos e reinventamos continuamente nossas formas de vida. Como viver juntos? Como potencializar os modos de vida que desejamos fazer proliferar? Como dar suporte, infraestruturar, inventar arranjos sociot\u00e9cnicos, regimes de sensibilidade que nos fortale\u00e7am? O laborat\u00f3rio surge como um espa\u00e7o-tempo pra gente refletir e experienciar coletivamente essas coisas [<strong>Texto da Convocat\u00f3ria<\/strong>: <a href=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/archives\/26\">https:\/\/trama.pimentalab.net\/archives\/26<\/a>]<\/p>\n<p>A convocat\u00f3ria visava interpelar pessoas afetadas por essas quest\u00f5es. Feito o chamado selecionamos um agrupamento de aproximadamente 45 pessoas (dentre 65 inscritos). Enviamos um primeiro question\u00e1rio aos selecionados para ajudar a desenhar o primeiro encontro presencial. Atrav\u00e9s do question\u00e1rio pretend\u00edamos visibilizar: as vulnerabilidades que nos afetam; os desejos que nos movem para o encontro e o que imaginamos ou gostar\u00edamos de criar e fazer juntos [<a href=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/doc-publico-respostas-ao-questionario-online.pdf\">Question\u00e1rio-Respostas<\/a>].<\/p>\n<p>A escolha de iniciar pela investiga\u00e7\u00e3o de nossas vulnerabilidades \u00e9 importante. Ela permite que pensemos o mundo com nossos corpos, que assumamos uma perspectiva parcial e situada na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento \u2013 se estamos todos vulner\u00e1veis n\u00e3o h\u00e1 perspectiva privilegiada. Tamb\u00e9m funciona como um ant\u00eddoto para evitarmos falar dos problemas \u201cdos outros\u201d, sobre os quais devamos atuar. Trata-se de investigar os problemas que nos afetam, que nos dizem respeito e pelos quais tamb\u00e9m somos respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>As respostas ao question\u00e1rio permitiram que elabor\u00e1ssemos quatro vetores (t\u00f3pos). Partimos sempre do problema enunciado na convocat\u00f3ria (acima) para refletir como ele se manifesta nas seguintes dimens\u00f5es: Tempo (as formas de extra\u00e7\u00e3o, dispers\u00e3o, esgotamento, apropria\u00e7\u00e3o do nosso tempo vital e do nosso tempo com outros, o tempo invis\u00edvel do trabalho reprodutivo); Corpo (sa\u00fade, cuidado, doen\u00e7a, formas de individualiza\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00e3o e medo); Modos de Associa\u00e7\u00e3o (experi\u00eancias coletivas que conhecemos, formas de a\u00e7\u00f5es coletiva que imaginamos e desejamos criar); Poder (como ele se manifesta, suas t\u00e9cnicas e tecnologias, os atores, seus locais de atua\u00e7\u00e3o, sua produ\u00e7\u00e3o de subjetiva\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>Tais vetores foram organizados na forma de \u201cesta\u00e7\u00f5es\u201d. As esta\u00e7\u00f5es s\u00e3o lugares para pensar em companhia, uma possibilidade de encontro e conversa. Em cada esta\u00e7\u00e3o formaram-se grupos de aproximadamente 10 pessoas que deveriam conversar por 10 minutos sobre o tema\/problema e tomar nota coletivamente num papel craft deixado sobre a mesa. A cada 10 minutos as pessoas deveriam se mover para uma outra esta\u00e7\u00e3o e formar um novo grupo de conversa\u00e7\u00e3o, de maneira que ao final de rod\u00edzio todos tinham passado pelas 4 esta\u00e7\u00f5es. Para cuidar da conversa\u00e7\u00e3o e do trabalho de media\u00e7\u00e3o sugerimos a distribui\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es\/pap\u00e9is entre os participantes, fazendo uso de um baralho com atributos previamente indicados a cada carta [<a href=\"https:\/\/pt.wikiversity.org\/wiki\/Laborat%C3%B3rio_do_Comum_Campos_El%C3%ADseos#Organiza%C3%A7%C3%A3o_dos_trabalhos_em_grupo\"><strong>Pap\u00e9is no Baralho<\/strong><\/a>].<\/p>\n<p>As anota\u00e7\u00f5es deixadas nos pap\u00e9is crafts foram posteriormente transcritas e serviram de insumo para novas reflex\u00f5es [<strong><a href=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/ESTACOES-Transcricao-Laboratorio-do-Comum-CE.pdf\">Transcri\u00e7\u00f5es Notas Crafts<\/a><\/strong><a href=\"https:\/\/trama.pimentalab.net\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/ESTACOES-Transcricao-Laboratorio-do-Comum-CE.pdf\">]<\/a><\/p>\n<p>Ao final fizemos um r\u00e1pido balan\u00e7o da atividade. Dois aprendizados: 1. a forma de realiza\u00e7\u00e3o do registro no papel craft foi insuficiente para apreender a qualidade da discuss\u00e3o que aconteceu nos grupos; numa outra situa\u00e7\u00e3o seria melhor que tivessemos uma pessoa fixa e dedicada em cada Esta\u00e7\u00e3o que pudesse ficar respons\u00e1vel pela documenta\u00e7\u00e3o. 2. O uso do baralho gerou confus\u00e3o, mas a descri\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is que sugerimos para uma din\u00e2mica coletiva ajudaram a deixar mais presente a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o para a autogest\u00e3o de cada grupo.<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n<p>O momento que adentramos agora (passagem do primeiro para o segundo encontro) \u00e9 talvez o mais importante em termos das trajet\u00f3rias virtuais que ser\u00e3o ativadas e do poss\u00edvel desenho que o laborat\u00f3rio ir\u00e1 assumir. Se desejamos praticar um saber-fazer habitar, se desejamos cuidar, acompanhar e fortalecer o que est\u00e1 emergindo no encontro, temos que cultivar uma aten\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cpot\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o\u201d. Em oposi\u00e7\u00e3o ao saber-poder governar, n\u00e3o pretendemos moldar a situa\u00e7\u00e3o a um projeto pr\u00e9-concebido, n\u00e3o se trata de um problema de t\u00e1tica ou estrat\u00e9gia. Ao mesmo tempo, \u00e9 um momento de tens\u00e3o onde meios e fins s\u00e3o insepar\u00e1veis. \u00c9 a hora do preparo na cozinha, de fazer com os saberes e ingredentes que temos \u00e0 m\u00e3o.<\/p>\n<p>Voltamos \u00e0s perguntas fortes: Como reativar uma possibilidade de intelig\u00eancia coletiva? Como convocar saberes e pr\u00e1ticas coletivas que nos permitam imaginar e disseminar alternativas a esse cen\u00e1rio? Como produzimos e sustentamos o Comum entre todos?<\/p>\n<p>Nossa proposta \u00e9 que possamos sustentar nos oito encontros uma investiga\u00e7\u00e3o coletiva entre todxs, tendo como problema de fundo o enunciado da convocat\u00f3ria. Mas como somos muitxs, sugerimos que tamb\u00e9m aconte\u00e7a um trabalho em coletivos menores para que as conversas e os v\u00ednculos possam ser melhor aprofundados e cuidados. Em grandes coletivos \u00e9 f\u00e1cil reproduzirmos as diversas assimetrias que nos atravessam.<\/p>\n<p>Na situa\u00e7\u00e3o atual temos novos elementos que foram aportados pelxs participantes. Cada um de n\u00f3s possui conhecimentos, pr\u00e1ticas, desejos, experi\u00eancias e corpos portadores de singularidades aos processo. Essas diferen\u00e7as se apresentam nas cartas de inscri\u00e7\u00e3o de cada um, nas respostas ao question\u00e1rio online e tamb\u00e9m nas contribui\u00e7\u00f5es das discuss\u00f5es do primeiro dia. Ainda assim, cada um de n\u00f3s conhece muito pouco sobre o outro. Mas essa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do nosso encontro e ela tem in\u00fameras possibilidades. Como trabalhar coletivamente a partir da\u00ed? O primeiro desafio que visualizamos e que esperamos atravessar no segundo dia, \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o dos sub-grupos.<\/p>\n<p>Para que possamos atuar coletivamente sobre esse desafio em nosso pr\u00f3ximo encontro sugerimos uma infraestrutura m\u00ednima de a\u00e7\u00e3o para o percurso do Laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Imaginamos um percurso de pesquisa coletiva (no grup\u00e3o e nos coletivos menores) em tr\u00eas momentos:<br \/>\n*Conhecer melhor o problema;<br \/>\n*Reconhecer e mapear as pot\u00eancias de cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do Comum j\u00e1 existentes: conhecimentos\/saberes; pr\u00e1ticas; espa\u00e7os, pessoas<br \/>\n*Imaginar\/prototipar modos de promo\u00e7\u00e3o\/fortalecimento das pot\u00eancias identificadas.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m algumas condi\u00e7\u00f5es que balizam a convocat\u00f3ria e que servem de liga para nosso encontro. S\u00e3o elementos que de alguma forma nos colocaram juntxs at\u00e9 aqui:<br \/>\n*Habitamos e pensamos com os p\u00e9s em territ\u00f3rios vizinhos (Campos El\u00edseos, Sta Cecilia, Barra Funda, Luz).<br \/>\n*Investigamos problemas que nos afetam.<br \/>\n*Praticamos uma investiga\u00e7\u00e3o coletiva para entender melhor um problema;<br \/>\n*Desejamos aprender a fazer e construir coisas juntxs, com nossas diferen\u00e7as e com aquilo que temos dispon\u00edvel<br \/>\n*Queremos cuidar do processo, da linguagem e das formas de estar juntxs nesse percurso e na rela\u00e7\u00e3o com xs outrxs.<\/p>\n<p>Em nosso pr\u00f3ximo encontro (10\/10), a partir dessa infraestrutura e conven\u00e7\u00e3o m\u00ednima pretendemos mapear, sistematizar e compor diferentes propostas-id\u00e9ias de pesquisa-a\u00e7\u00e3o (sempre a partir da pergunta guarda-chuva) e distribu\u00ed-las em sub-grupos. A forma de composi\u00e7\u00e3o dos grupos ter\u00e1 que ser constru\u00edda coletivamente. Imaginamos que ela poder\u00e1 acontecer a partir da composi\u00e7\u00e3o e s\u00edntese das propostas dxs participantes. H\u00e1 um grande pergunta de fundo e diversas possibilidades de investiga-la e experimenta-l\u00e1.<\/p>\n<p>Atentando sobre os aspectos da produ\u00e7\u00e3o do Comum e suas manifesta\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio e em nossas vidas, algumas id\u00e9ias\/perguntas j\u00e1 nos ocorrem: 1) como a dimens\u00e3o do cuidado\/corpo\/sa\u00fade\/reprodu\u00e7\u00e3o passa por esse problema? 2) Como esse problema afeta e produz regimes de sensibilidade? 3) Como esse problema incomoda ou pode incomodar o poder e quais as alian\u00e7as ele nos exige fazer? 4) Como esse problema contorna o regime de propriedade p\u00fablica ou privada? 5) Como esse problema se coloca na crise ambiental que vivemos? 6) O que esse problema nos diz sobre os dispositivos racistas e heterosexistas que amea\u00e7am determinadas popula\u00e7\u00f5es? 7) Como as tecnologias digitais participam do exerc\u00edcio do poder, da produ\u00e7\u00e3o e extra\u00e7\u00e3o de valor, e quais as formas de resist\u00eancia que podemos praticar?<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Texto originalmente publicado no site do Pimentalab &nbsp; Para que precisamos inventar um laborat\u00f3rio? 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