{"id":9433,"date":"2019-06-28T11:18:39","date_gmt":"2019-06-28T14:18:39","guid":{"rendered":"https:\/\/lavits.bemvindo.co\/outros-arranjos-sociotecnicos-para-a-producao-de-outra-politica-a-politica-do-comum\/"},"modified":"2019-06-28T11:18:39","modified_gmt":"2019-06-28T14:18:39","slug":"outros-arranjos-sociotecnicos-para-a-producao-de-outra-politica-a-politica-do-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lavits.org\/es\/outros-arranjos-sociotecnicos-para-a-producao-de-outra-politica-a-politica-do-comum\/","title":{"rendered":"Outros arranjos sociot\u00e9cnicos para a produ\u00e7\u00e3o de outra pol\u00edtica, a pol\u00edtica do comum"},"content":{"rendered":"<p>Territ\u00f3rio, resist\u00eancia, gentrifica\u00e7\u00e3o, racismo, viol\u00eancia, cuidado, militariza\u00e7\u00e3o, vigil\u00e2ncia, organiza\u00e7\u00e3o coletiva, assimetria, invisibilidade. Estas s\u00e3o apenas algumas das dimens\u00f5es para pensar a complexidade dos conflitos entre o capital e a vida nas grandes metr\u00f3poles. Em um contexto de neoliberalismo ascendente, como o que vive o Brasil, o modelo de cidade que privilegia o lucro, a seguran\u00e7a e o bem-estar de alguns, em detrimento dos direitos de todos, imp\u00f5e din\u00e2micas cada vez mais excludentes, diante das quais novas formas de resistir s\u00e3o produzidas.<br \/>\nHenrique Parra, pesquisador da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo e membro da Rede Latino-americana de Estudos sobre Vigil\u00e2ncia, Tecnologia e Sociedade (LAVITS), e Alana Moraes, pesquisadora do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), est\u00e3o olhando para estas velhas e novas resist\u00eancias, em um novo trabalho que tem como foco o bairro Campos El\u00edseos, na regi\u00e3o central da capital paulistana.<br \/>\nO projeto est\u00e1 acompanhando um conjunto de iniciativas que acontece neste territ\u00f3rio, circunscritas nesta disputa de um modelo de sociedade e de vida, que envolvem h\u00e1 tempos um forte processo de expuls\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o de moradores da regi\u00e3o, fruto de um intenso processo de revitaliza\u00e7\u00e3o e controle sobre o espa\u00e7o urbano.<br \/>\nDe acordo com Parra, a ideia \u00e9 olhar para os atores sociais que atuam neste cen\u00e1rio e refletir sobre os modos de produ\u00e7\u00e3o de outras experi\u00eancias de vida, al\u00e9m de pensar no desenvolvimento de arranjos sociot\u00e9cnicos do que ele e Moraes est\u00e3o chamando de um laborat\u00f3rio da pol\u00edtica do comum. Desta perspectiva, a pol\u00edtica do comum dialoga com um processo de integra\u00e7\u00e3o entre cidad\u00e3os e o territ\u00f3rio, fortalecendo formas de vida que est\u00e3o sob amea\u00e7a.<br \/>\n\u201cN\u00f3s estamos propondo um deslocamento de uma vis\u00e3o de conhecimento e a\u00e7\u00e3o que \u00e9 um saber-poder-governar para uma ideia de um saber-fazer-habitar. Esta ideia \u00e9 sobre formas de coabita\u00e7\u00e3o, justamente em uma perspectiva de resist\u00eancia\u201d, relata o pesquisador.<br \/>\n\u201cUmas das coisas que chama a nossa aten\u00e7\u00e3o \u00e9 como muitas quest\u00f5es e dimens\u00f5es sociais s\u00e3o invisibilizadas nesse conjunto de a\u00e7\u00f5es que acontece no territ\u00f3rio. Partindo deste entendimento, como n\u00f3s podemos pensar em a\u00e7\u00f5es que reconhe\u00e7am, por exemplo, as dimens\u00f5es raciais destes conflitos?\u201d, questiona Parra.<br \/>\nPara ele, a pol\u00edtica do comum \u00e9 uma proposta potente e ganha centralidade nesta reflex\u00e3o por envolver tanto uma economia pol\u00edtica, de produ\u00e7\u00e3o de vida, quanto uma \u00e9tica, estando baseada no que ele nomeia como uma ontologia da rela\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAl\u00e9m disso, Parra acredita que refletir sobre o comum ajuda a sociedade a se desfazer de dicotomias hier\u00e1rquicas e hierarquizantes de desigualdades diversas. \u201cPensar o comum nos ajuda a superar um conjunto de dicotomias entre o que \u00e9 a vida privada e a vida p\u00fablica, o que \u00e9 o mundo do trabalho e o que n\u00e3o \u00e9, permitir que a gente pense sobre a reprodu\u00e7\u00e3o da vida e a produ\u00e7\u00e3o\u201d, encerra.<\/p>\n<p>As reflex\u00f5es foram apresentadas no <strong>No VI Simp\u00f3sio Internacional LAVITS<\/strong>, realizado entre os dias 26 e 28 de junho, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Esta edi\u00e7\u00e3o do Simp\u00f3sio &#8211; promovido pela Rede Latino-americana de Estudos sobre Vigil\u00e2ncia, Tecnologia e Sociedade (LAVITS), pelo Instituto de Humanidades, Artes e Ci\u00eancias Professor Milton Santos (IHAC\/ UFBA) e pelo Grupo de Pesquisa em G\u00eanero, Tecnologias Digitais e Cultura (GIGA\/ Facom\/ UFBA) &#8211; se prop\u00f4s a debater <strong>Assimetrias e (In)Visibilidades: Vigil\u00e2ncia, G\u00eanero e Ra\u00e7a<\/strong>, na ocasi\u00e3o em que a Rede LAVITS completa dez anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Territ\u00f3rio, resist\u00eancia, gentrifica\u00e7\u00e3o, racismo, viol\u00eancia, cuidado, militariza\u00e7\u00e3o, vigil\u00e2ncia, organiza\u00e7\u00e3o coletiva, assimetria, invisibilidade. 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