{"id":9438,"date":"2019-06-26T19:30:53","date_gmt":"2019-06-26T22:30:53","guid":{"rendered":"https:\/\/lavits.bemvindo.co\/tecnologia-genero-e-ativismo-potencias-e-encontros-em-discussao\/"},"modified":"2019-06-26T19:30:53","modified_gmt":"2019-06-26T22:30:53","slug":"tecnologia-genero-e-ativismo-potencias-e-encontros-em-discussao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lavits.org\/es\/tecnologia-genero-e-ativismo-potencias-e-encontros-em-discussao\/","title":{"rendered":"Tecnologia, g\u00eanero e ativismo: pot\u00eancias e encontros em discuss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Quais s\u00e3o as intersec\u00e7\u00f5es e pot\u00eancias entre tecnologias, g\u00eanero e ativismos? A reposta, para Josemira Reis, do Laborat\u00f3rio Gig@ da Universidade Federal da Bahia (UFBA), passa pelas pr\u00e1ticas de mulheres hackers e tecn\u00f3logas. Estas din\u00e2micas, de acordo com ela, s\u00e3o importantes para a milit\u00e2ncia pol\u00edtica e constroem a possibilidade de uma revis\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais e de poder, al\u00e9m de operaram com din\u00e2micas de mais transpar\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">A pesquisadora aponta que na \u00faltima d\u00e9cada cresceu exponencialmente o n\u00famero de coletivos de mulheres que prop\u00f5e uma apropria\u00e7\u00e3o da tecnologia. Os motivos s\u00e3o variados e proporcionais \u00e0 complexidade das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero. Os n\u00fameros, entretanto, d\u00e3o pistas. Eles mostram que as mulheres s\u00e3o, em m\u00e9dia, 15% a 20% das pessoas matriculadas em cursos de computa\u00e7\u00e3o, mundialmente. No Brasil, s\u00e3o 15%. Al\u00e9m disso, de acordo com Josemira, o conjunto de entidades, organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es que s\u00e3o refer\u00eancia na \u00e1rea tecnol\u00f3gica s\u00e3o demasiadamente homog\u00eaneos, tanto do ponto de vista racial, quanto de g\u00eanero.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mapeando grupos de mulheres que lutam contra este escamoteio, a pesquisadora encontrou 33 coletivos no Brasil. De acordo com ela, h\u00e1 uma diversifica\u00e7\u00e3o de focos e estrat\u00e9gias nestes grupos. Em comum, eles t\u00eam uma preocupa\u00e7\u00e3o com a viol\u00eancia a que mulheres, sobretudo as negras, est\u00e3o expostas em uma sociedade heteropatriarcal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Josemira prop\u00f5e um questionamento sobre este foco. Ela se pergunta se as pr\u00e1ticas ativistas no Brasil s\u00e3o (mais) reativas em detrimento da inven\u00e7\u00e3o. As pesquisadoras Dulcilei Lima e Ta\u00eds Oliveira, da Universidade Federal do ABC (UFABC), est\u00e3o justamente estudando os enfrentamentos e inven\u00e7\u00f5es de mulheres negras. Ta\u00eds com foco no empreendedorismo negro e Dulcilei nos feminismos negros online. Ambas discutem as apropria\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas de mulheres negras como pr\u00e1ticas de resist\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para elas, h\u00e1 uma l\u00f3gica de experimenta\u00e7\u00e3o nestas din\u00e2micas. Neste sentido, a experimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo constru\u00eddo coletivamente, a partir de refer\u00eancias pr\u00f3prias e comunit\u00e1rias. Esta mesma caracter\u00edstica foi discutido por Daniela Ara\u00fajo e D\u00e9bora Oliveira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que propuseram di\u00e1logos sobre tecnologias feministas.<\/p>\n<p align=\"justify\">O que elas est\u00e3o nomeado como tecnologias feministas pode ser caracterizado a partir de tr\u00eas categorias: autonomia, linguagem e seguran\u00e7a\/viol\u00eancia, e \u00e9 uma oposi\u00e7\u00e3o a suposta neutralidade da ci\u00eancia e a uma vis\u00e3o reducionista sobre ci\u00eancia e tecnologia, mas n\u00e3o somente. Para elas, o termo feminista pressup\u00f5e um compromisso pol\u00edtico que passa pela descoloniza\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio social.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c\u00c9 poss\u00edvel construir sistemas sociot\u00e9cnicos a partir de outros interesses, outras pr\u00e1ticas e outros corpos. Nosso papel \u00e9 ativar estes outros lugares\u201d, afirma D\u00e9bora.<\/p>\n<h3><strong>VI Simp\u00f3sio Internacional LAVITS<\/strong><\/h3>\n<p>Este debate foi realizado no VI Simp\u00f3sio Internacional LAVITS, que come\u00e7ou nesta quarta-feira (26) e vai at\u00e9 a sexta-feira (28), na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Nesta edi\u00e7\u00e3o, o evento discute <strong>\u201cAssimetrias e (In)Visibilidades: Vigil\u00e2ncia, G\u00eanero e Ra\u00e7a\u201d<\/strong>. A sess\u00e3o tem\u00e1tica foi mediada por Marta Kanashiro, pesquisadora da Unicamp e membro da Rede Latino-americana de Estudos sobre Vigil\u00e2ncia, Tecnologia e Sociedade (LAVITS).<\/p>\n<p>Saiba mais: <a href=\"http:\/\/www.lavits.ihac.ufba.br\">www.lavits.ihac.ufba.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Quais s\u00e3o as intersec\u00e7\u00f5es e pot\u00eancias entre tecnologias, g\u00eanero e ativismos? 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