VII Simpósio Internacional LAVITS 2026: Chamada de Trabalhos
24, 25 e 26 de agosto de 2026 – Rio de Janeiro
Tramar o presente: tecnopolíticas dissidentes e ecologias do Comum
O Simpósio Internacional da Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade (LAVITS) retorna ao Rio de Janeiro em 2026 em um momento de disputas profundas sobre o sentido do presente, seus modos de existência e suas infraestruturas sociotécnicas. Sob o tema “Tramar o presente: tecnopolíticas dissidentes e ecologias do Comum”, convocamos pesquisadoras/es, ativistas, artistas, coletivos, estudantes e comunidades para refletir e agir sobre o modo como as tecnologias, inscritas em regimes epistêmicos, econômicos, securitários, territoriais e subjetivos, configuram e reconfiguram nossas formas de viver, e sobre as dissidências que tensionam, desviam ou reimaginam tais regimes.
Inspirado no percurso histórico da LAVITS e em seu caráter aberto, interdisciplinar e situado na América Latina, em diálogo com abordagens críticas do Sul Global, o Simpósio deste ano recoloca em debate, desde uma perspectiva ecológica, tanto as tecnopolíticas hegemônicas quanto as práticas dissidentes e coletivas que desafiam modelos de controle, modulação algorítmica e colonialidade digital. Em um cenário marcado pela aceleração tecnológica, pela militarização dos territórios, pela crise climática e pela expansão de regimes preditivos, perguntamos: como tramar o presente sem sucumbir às lógicas de captura, esvaziamento e despossessão? Quais ecologias do Comum emergem como experimentações, dissidência e reinvenção? O que se rompe, o que se retoma e o que advém?
Tramar, na língua portuguesa, tem diferentes sentidos que nos interessa mobilizar. Primeiro, o sentido de contar histórias. Inventar outras tramas para a nossa história com as tecnologias é uma tarefa vital para escaparmos dos discursos heróico-triunfantes que, entretanto, nos dirigem ao colapso social, ecológico e político. Tarefa que se faz junto e que ressoa o segundo sentido de trama como tessitura e arte de conectar, entrelaçar e tecer redes, coletivos, arranjos e formas que só se sustentam em relação e em conjunto. Confabular e maquinar juntos planos insubordinados, insurgentes ou clandestinos é o terceiro sentido que essa trama comporta e que urge ativar frente aos aparatos tecnocapitalísticos cada vez mais sufocantes.
O Simpósio convida, ainda, a tramar o presente como gesto tecnopolítico urgente. No contexto tecnológico digital, marcado por valores neoliberais, vivemos um regime temporal acelerado, que apaga progressivamente as fronteiras entre o passado, o presente e o futuro. Os horizontes de futuro são sempre de curto prazo ou de catástrofe. Muitos dos imaginários tecnológicos que proliferam nesse contexto trazem perspectivas tecnosolucionistas ou tecnopessimistas. O convite para tramar o presente convoca a pensar as relações humano-máquina-natureza fora de dicotomias fatalistas, buscando imaginar novas tessituras para essas relações.
Retomar o Comum, um termo tantas vezes capturado e esvaziado, exige reconhecer suas camadas políticas, ecológicas, sociotécnicas, sensíveis e dissidentes. Não buscamos uma definição única, mas um campo aberto de práticas que reaprendem a tramar o presente a partir da colaboração, da insurgência, das tensões criadoras e das alianças improváveis.
Convocamos trabalhos que investiguem as tensões, antagonismos e potências que atravessam as tecnopolíticas contemporâneas, da escala dos corpos à dos territórios; das subjetividades à governança de plataformas; dos conflitos ambientais às cosmotécnicas; dos hackeamentos cotidianos às imaginações sociotécnicas que apontam para futuros mais justos, plurais e habitáveis.
Serão aceitas propostas de apresentação de trabalho de pesquisa, sessões livres, oficinas e práticas artísticas.
Eixos temáticos
As contribuições podem explorar os seguintes temas, sem precisar se limitar a eles:
- Conflitos socioterritoriais no tecnoceno
- Aceleração tecnológica, crise climática e tecnoecologias
- Tecnologias dissidentes e imaginação tecnopolítica
- Saberes, ontologias e disputas epistemológicas na cultura computacional
- Tecnoestética e regimes de sensibilidade
- Subjetividades, afetos e modos de vida tecnomediados
- Corpos dissidentes, tecnologias de gênero e interseccionalidade
- Imaginários algorítmicos, IA e realidades sintéticas
- Infraestruturas tecnológicas e extrativismos
- Autonomias e soberanias em infraestruturas sociotécnicas e digitais
- Biotecnologias e saúde
- Vigilância, controle e regimes de visibilidade
- Economia política da informação, regimes proprietários e o Comum
- Tecnologias informacionais, guerra e militarização
- Geração cidadã de dados, periferias e espaço urbano
- Trabalho, plataformização e racionalidade algorítmica
- Tecnologias e regimes de temporalidade
- Tecnologias distribuídas, fediverso e bens comuns digitais
Formato das submissões
O simpósio aceitará propostas em português, espanhol e inglês nos seguintes formatos:
- apresentação de trabalhos de pesquisa (resumo expandido);
- sessões livres;
- oficinas;
- práticas artísticas.
Diretrizes para submissão das propostas
Informações detalhadas sobre o processo de inscrição e o sistema de submissões serão disponibilizadas no site da LAVITS em breve (lavits.org).
1) Trabalhos de pesquisa (resumos expandidos)
Apresentação de pesquisas concluídas ou em andamento, ensaios teóricos ou metodológicos.
- Formato: Resumo expandido do trabalho
- Extensão: até 1.000 palavras (incluindo referências).
- Idioma: português, espanhol ou inglês
- Arquivo: PDF
Estrutura sugerida:
- Título do trabalho
- Nome(s) da/o(s) autora(es) e filiação
- Resumo expandido
- Palavras-chave (três)
- Referências
2) Sessões Livres
Sessões organizadas por coletivos, grupos de pesquisa ou organizações em torno de um tema comum.
As sessões livres devem ser compostas por um/a coordenador/a e demais participantes, devendo comportar até 4 apresentações no total. A/O coordenador da sessão será o responsável por contatar os participantes e garantir sua presença no evento.
- Formato: Resumo expandido apresentando a temática geral do painel
- Extensão: até 1.000 palavras
- Idioma: português, espanhol ou inglês
- Arquivo: PDF
Estrutura sugerida:
- Título da sessão
- Palavras-chave (seis)
- Nome(s) da/o(s) coordenadora(es) e filiação
- Nomes da/os participantes e respectivas filiações
- Títulos das apresentações
- Mini-resumos de cada apresentação (até 150 palavras, cada)
- Descrição da dinâmica (até 100 palavras)
3) Oficinas
Atividades práticas, formativas ou experimentais.
- Formato: Resumo expandido apresentando a proposta geral da oficina
- Extensão: até 1.000 palavras
- Arquivo: PDF
Estrutura sugerida:
- Título da oficina
- Nome(s) da/o(s) proponente(s)
- Descrição geral (contexto, objetivos, metodologia)
- Público-alvo e número máximo de inscritos
- Necessidades técnicas e materiais (marque as opções abaixo):
- wi-fi
- projetor
- som
4) Práticas artísticas
Apresentação de obras, performances, instalações ou processos artísticos relacionados aos temas do simpósio. Toda a infraestrutura, material, montagem e desmontagem da obra/intervenção/ são de responsabilidade das/os proponentes.
- Extensão: até 1.000 palavras
- Arquivo: PDF
- Anexos opcionais: portfólio, imagens ou links
Estrutura sugerida:
- Título da obra
- Nome(s) da/o(s) artista(s)
- Descrição conceitual
- Palavras-chave (três)
- Formato de apresentação
- Duração ou período de exibição
- Necessidades técnicas e espaciais
- Plano de montagem e desmontagem
- Links para documentação (opcional)
Datas importantes
| Data | Atividade |
|---|---|
| 24/02/26 | Lançamento da chamada |
| 02/03/26 | Abertura do formulário de inscrições e submissão de propostas |
| 05/05/26 | Encerramento do prazo de inscrições de trabalhos |
| 05/06/26 | Divulgação das propostas aprovadas |
| 24 a 26/08 | Realização do simpósio |
Comitê de organização (em ordem alfabética):
Alana Moraes (UNIFESP), Anna Bentes (FGV), Bruno Cardoso (UFRJ), Débora Pio (UFRJ), Fernanda Bruno (UFRJ), Henrique Parra (UNIFESP), Jamila Venturini (UNICAMP), Rafael Evangelista (UNICAMP), Rodrigo Firmino (PUCPR).
Apoio:
Rede Lavits/Fundação Ford
FAPERJ
Realização:
REDE LAVITS
MediaLab.UFRJ
Jararaca: Laboratório de Tecnopolíticas Urbanas
Pimentalab: Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento – Unifesp
Laboratório de Estudos Digitais (LED/UFRJ)
Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) – Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri)
Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ
Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana da PUCPR
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unifesp
Programa de Pós-Graduação em Etnografia e Crítica Cultural da UFRJ
Programa de Pós Graduação em Divulgação Científica e Cultural da Unicamp

***
VII Simposio Internacional LAVITS 2026: Llamado a Trabajos
24, 25 e 26 de agosto de 2026 – Rio de Janeiro
Tramando el presente: tecnopolíticas disidentes y ecologías de lo común
El Simposio Internacional de la Red Latinoamericana de Estudios sobre Vigilancia, Tecnología y Sociedad (LAVITS) regresa a Río de Janeiro en 2026 en un momento de profundas disputas sobre el sentido del presente, sus modos de existencia y sus infraestructuras sociotécnicas. Bajo el lema “Tramando el presente: tecnopolíticas disidentes y ecologías de lo común”, convocamos a investigadores, activistas, artistas, colectivos, estudiantes y comunidades para reflexionar y actuar sobre la forma en que las tecnologías, inscritas en regímenes epistémicos, económicos, de seguridad, territoriales y subjetivos, configuran y reconfiguran nuestras formas de vida, y sobre las disidencias que tensionan, desvían o reimaginan dichos regímenes.
Inspirado en la trayectoria histórica de LAVITS y en su carácter abierto, interdisciplinario y situado en América Latina, en diálogo con enfoques críticos del Sur Global, el Simposio de este año vuelve a poner en debate, desde una perspectiva ecológica, tanto las tecnopolíticas hegemónicas como las prácticas disidentes y colectivas que desafían los modelos de control, la modulación algorítmica y la colonialidad digital. En un escenario marcado por la aceleración tecnológica, la militarización de los territorios, la crisis climática y la expansión de los regímenes predictivos, nos preguntamos: ¿cómo tejer el presente sin sucumbir a las lógicas de captura, vaciamiento y despojo? ¿Qué ecologías de lo común surgen como experimentaciones, disidencia y reinvención? ¿Qué se rompe, qué se retoma y qué viene después?
Tramar, en portugués, tiene distintos significados que nos interesa convocar. En primer lugar, el significado de contar historias. Inventar otras tramas para nuestra historia con las tecnologías es una tarea vital para escapar de los discursos heroico-triunfantes que nos conducen al colapso social, ecológico y político. Una tarea que se realiza en conjunto y que resuena en el segundo sentido de trama como tejido y arte de conectar, entrelazar y tejer redes, colectivos, arreglos y formas que solo se sostienen en relación y en conjunto. Confabular y maquinar juntos planes insubordinados, insurgentes o clandestinos es el tercer sentido que conlleva esta trama y que urge activar frente a los aparatos tecnocapitalistas cada vez más asfixiantes.
El Simposio invita, además, a tejer el presente como un gesto tecnopolítico urgente. En el contexto tecnológico digital, marcado por valores neoliberales, vivimos un régimen temporal acelerado, que borra progresivamente las fronteras entre el pasado, el presente y el futuro. Los horizontes futuros son siempre a corto plazo o catastróficos. Muchas de las imaginaciones tecnológicas que proliferan en este contexto adoptan perspectivas tecnosolucionistas o tecnopesimistas. La invitación a tejer el presente nos llama a pensar las relaciones entre el ser humano, la máquina y la naturaleza fuera de dicotomías fatalistas, buscando imaginar nuevas tramas para estas relaciones.
Retomar lo Común, un término tantas veces capturado y vaciado de significado, exige reconocer sus capas políticas, ecológicas, sociotécnicas, sensibles y disidentes. No buscamos una definición única, sino un campo abierto de prácticas que reaprendan a tejer el presente a partir de la colaboración, la insurgencia, las tensiones creativas y las alianzas improbables.
Convocamos trabajos que investiguen las tensiones, antagonismos y potencias que atraviesan las tecnopolíticas contemporáneas, desde la escala de los cuerpos hasta la de los territorios; desde las subjetividades hasta la gobernanza de las plataformas; desde los conflictos ambientales hasta las cosmotécnicas; desde los hackeos cotidianos hasta las imaginaciones sociotécnicas que apuntan hacia futuros más justos, plurales y habitables.
Se aceptarán propuestas para la presentación de trabajos de investigación, sesiones libres, talleres y prácticas artísticas.
Ejes temáticos
Las contribuciones pueden explorar los siguientes temas, sin limitarse a ellos:
- Conflictos socioterritoriales en el tecnoceno.
- Aceleración tecnológica, crisis climática y tecnoecologías.
- Tecnologías disidentes e imaginación tecnopolítica.
- Conocimientos, ontologías y disputas epistemológicas en la cultura computacional.
- Tecnoestética y regímenes de sensibilidad
- Subjetividades, afectos y modos de vida tecnomediados
- Cuerpos disidentes, tecnologías de género e interseccionalidad
- Imaginarios algorítmicos, IA y realidades sintéticas
- Infraestructuras tecnológicas y extractivismos
- Autonomías y soberanías en infraestructuras sociotécnicas y digitales
- Biotecnologías y salud
- Vigilancia, control y regímenes de visibilidad
- Economía política de la información, regímenes propietarios y el común
- Tecnologías de la información, guerra y militarización
- Generación ciudadana de datos, periferias y espacio urbano.
- Trabajo, plataforma y racionalidad algorítmica.
- Tecnologías y regímenes de temporalidad.
- Tecnologías distribuidas, fediverso y bienes comunes digitales.
Formato das submissões
El simposio aceptará propuestas en portugués, español e inglés en los siguientes formatos:
- presentación de trabajos de investigación (resumen ampliado);
- sesiones libres;
- talleres;
- prácticas artísticas.
Directrices para la presentación de propuestas
En breve se publicará información detallada sobre las directrices para la presentación de propuestas en el sitio web de LAVITS.
1) Trabajos de investigación (resúmenes ampliados)
Presentación de investigaciones concluidas o en curso, ensayos teóricos o metodológicos.
- Formato: Resumen ampliado del trabajo.
- Extensión: hasta 1000 palabras (incluidas las referencias).
- Idioma: portugués, español o inglés.
- Archivo: PDF.
Estructura sugerida:
- Título del trabajo.
- Nombre(s) y afiliación(es).
- Resumen ampliado.
- Palabras clave (tres).
- Referencias.
2) Sesiones libres
Sesiones organizadas por colectivos, grupos de investigación u organizaciones en torno a un tema común.
Las sesiones libres deben estar compuestas por un coordinador y otros participantes, y deben incluir hasta 4 presentaciones en total. El coordinador de la sesión será responsable de contactar a los participantes y garantizar su presencia en el evento.
- Formato: Resumen ampliado que presente la temática general del panel.
- Extensión: hasta 1000 palabras.
- Idioma: portugués, español o inglés.
- Archivo: PDF.
Estructura sugerida:
- Título de la sesión.
- Palabras clave (seis).
- Coordinador(es) (nombre y afiliación).
- Participantes (nombre y afiliaciones).
- Títulos de las presentaciones.
- Mini resúmenes de cada presentación (hasta 150 palabras).
- Descripción de la dinámica (hasta 100 palabras).
3) Talleres
Actividades prácticas, formativas o experimentales.
- Formato: Resumen ampliado que presente la propuesta general del taller.
- Extensión: hasta 1000 palabras.
- Archivo: PDF.
Estructura sugerida:
- Título del taller.
- Nombre(s).
- Descripción general (contexto, objetivos, metodología).
- Público objetivo y número máximo de participantes.
- Necesidades técnicas y materiales (marque las opciones siguientes):
- wi-fi
- proyector
- sonido
4) Prácticas artísticas
Presentación de obras, performances, instalaciones o procesos artísticos relacionados con los temas del simposio. Toda la infraestructura, el material, el montaje y el desmontaje de la obra/intervención/ son responsabilidad de los proponentes.
- Extensión: hasta 1000 palabras.
- Archivo: PDF.
- Anexos opcionales: portafolio, imágenes o enlaces.
Estructura sugerida:
- Título de la obra
- Nombre(s)
- Descripción conceptual
- Palabras clave (tres)
- Formato de presentación
- Duración o período de exhibición
- Necesidades técnicas y espaciales
- Plan de montaje y desmontaje
- Enlaces a documentación (opcional)
Datas importantes
| Fecha | Actividad |
|---|---|
| 24/02/26 | Lanzamiento del llamado |
| 02/03/26 | Apertura del formulario de inscripción en la plataforma Síntese |
| 05/05/26 | Cierre del plazo de inscripción de trabajos |
| 05/06/26 | Publicación de las propuestas aprobadas |
| 24 a 26/08 | Realización del simposio |
Comité de Organización (en orden alfabético):
Alana Moraes (UNIFESP), Anna Bentes (FGV), Bruno Cardoso (UFRJ), Débora Pio (UFRJ), Fernanda Bruno (UFRJ), Henrique Parra (UNIFESP), Jamila Venturini (UNICAMP), Rafael Evangelista (UNICAMP), Rodrigo Firmino (PUCPR).
Apoio:
Red Lavits/Fundación Ford
FAPERJ
Realización:
REDE LAVITS
MediaLab.UFRJ
Jararaca: Laboratório de Tecnopolíticas Urbanas
Pimentalab: Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento – Unifesp
Laboratório de Estudos Digitais (LED/UFRJ)
Laboratorio de Estudios Avanzados en Periodismo (Labjor) – Núcleo de Desarrollo de la Creatividad (Nudecri)
Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ
Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana da PUCPR
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unifesp
Programa de Pós-Graduação em Etnografia e Crítica Cultural da UFRJ
Programa de Posgrado en Divulgación Científica y Cultural – Universidad de Campinas (Unicamp)

***
7th LAVITS International Symposium 2026: Call for Works
August 24-26, 2026 – Rio de Janeiro, Brazil
Weaving the Present: Dissident Technopolitics and Ecologies of the Common
The International Symposium of the Latin American Network of Studies on Surveillance, Technology and Society (LAVITS) returns to Rio de Janeiro in 2026 at a moment marked by profound disputes over the meaning of the present, its modes of existence, and its sociotechnical infrastructures. Under the theme “Weaving the Present: Dissident Technopolitics and Ecologies of the Common,” we invite researchers, activists, artists, collectives, students, and communities to reflect upon and act on the ways in which technologies, embedded in epistemic, economic, securitarian, territorial, and subjective regimes, configure and reconfigure our forms of living, as well as on the dissidences that challenge, divert, or reimagine such regimes.
Drawing on LAVITS’ historical trajectory and its open, interdisciplinary, and Latin American–situated character, in dialogue with critical approaches from the Global South, this year’s Symposium reopens debate, through an ecological perspective, on both hegemonic technopolitics and the dissident and collective practices that challenge models of control, algorithmic modulation, and digital coloniality. In a scenario marked by technological acceleration, territorial militarization, climate crisis, and the expansion of predictive regimes, we ask: how can we weave the present without succumbing to logics of capture, depletion, and dispossession? Which ecologies of the Common emerge as sites of experimentation, dissidence, and reinvention? What is broken, what is reclaimed, and what is yet to come?
In Portuguese, tramar (to weave, to plot, to contrive) carries multiple meanings that we seek to mobilize. First, it means to tell stories. Inventing alternative narratives of our history with technologies is vital if we are to escape the heroic and triumphalist discourses that, nevertheless, lead us toward social, ecological, and political collapse. This is a collective task, resonating with a second meaning of weaving as the art of connecting, interlacing, and crafting networks, collectives, arrangements, and forms that are sustained only relationally and collaboratively. To conspire and devise insubordinate, insurgent, or clandestine plans together constitutes a third meaning embedded in this notion of weaving, one that urgently needs activation in the face of increasingly suffocating technocapitalist apparatuses.
The Symposium further invites participants to weave the present as an urgent technopolitical gesture. Within the digital technological context marked by neoliberal values, we inhabit an accelerated temporal regime that progressively erases the boundaries between past, present, and future. Futures are imagined either in the short term or as catastrophe. Many technological imaginaries proliferating in this context oscillate between technosolutionism and technopessimism. The invitation to weave the present calls for rethinking human–machine–nature relations beyond fatalistic dichotomies, seeking to imagine new textures for these relations.
Reclaiming the Common, a term so often captured and emptied, requires acknowledging its political, ecological, sociotechnical, affective, and dissident layers. We do not seek a single definition, but rather an open field of practices that relearn how to weave the present through collaboration, insurgency, creative tensions, and improbable alliances.
We invite submissions that investigate the tensions, antagonisms, and potentials traversing contemporary technopolitics, from the scale of bodies to that of territories; from subjectivities to platform governance; from environmental conflicts to cosmotechnics; from everyday hackings to sociotechnical imaginaries oriented toward more just, plural, and livable futures.
Proposals are welcome in the following formats: research papers, panels, workshops, and artistic practices.
Thematic axes
Contributions may address, but are not limited to, the following themes:
- Socio-territorial conflicts in the Technocene
- Technological acceleration, climate crisis, and techno-ecologies
- Dissident technologies and technopolitical imagination
- Knowledges, ontologies, and epistemological disputes in computational culture
- Techno-aesthetics and regimes of sensibility
- Subjectivities, affects, and technologically mediated ways of life
- Dissident bodies, gender technologies, and intersectionality
- Algorithmic imaginaries, AI, and synthetic realities
- Technological infrastructures and extractivisms
- Autonomies and sovereignties in sociotechnical and digital infrastructures
- Biotechnologies and health
- Surveillance, control, and regimes of visibility
- Political economy of information, proprietary regimes, and the Common
- Information technologies, war, and militarization
- Citizen data generation, peripheries, and urban space
- Labor, platformization, and algorithmic rationality
- Technologies and regimes of temporality
- Distributed technologies, the fediverse, and digital commons
Proposals formats
The Symposium will accept proposals in Portuguese, Spanish, and English in the following formats:
- Research papers (extended abstracts);
- Panels;
- Workshops;
- Artistic practices.
Submission guidelines
Detailed information regarding the submission guidelines will be made available shortly on the LAVITS website (lavits.org).
1) Research papers (extended abstracts)
Presentation of completed or ongoing research, theoretical or methodological essays.
- Format: Extended abstract;
- Length: Up to 1,000 words (including references);
- Language: Portuguese, Spanish, or English;
- File format: PDF.
Suggested structure:
- Title;
- Author(s) and affiliation(s);
- Extended abstract;
- Keywords (three);
- References
2) Panels
Sessions organized by collectives, research groups, or organizations around a shared theme.
Panels must include one coordinator and up to four presentations in total. The session coordinator is responsible for contacting participants and ensuring their attendance.
- Format: Extended abstract presenting the panel’s overall theme;
- Length: Up to 1,000 words;
- Language: Portuguese, Spanish, or English;
- File format: PDF.
Suggested structure:
- Title;
- Keywords (six);
- Author(s) and affiliation(s);
- Participants and affiliations;
- Titles of presentations;
- Short abstracts of each presentation (up to 150 words, each);
- Description of the session format/dynamics (up to 100 words).
3) Workshops
Practical, educational, or experimental activities.
- Format: Extended abstract explaining the general proposal for the workshop;
- Length: Up to 1,000 words;
- File format: PDF.
Suggested structure:
- Title of the workshop;
- Name(s) of proponent(s);
- General description (context, objectives, methodology);
- Target audience and maximum number of participants;
- Technical and material requirements (select as applicable):
- a) Wi-Fi;
- b) Projector;
- c) Sound system.
4) Artistic practices
Presentation of artworks, performances, installations, or artistic processes related to the Symposium’s themes. All infrastructure, materials, installation, and dismantling are the responsibility of the proponents.
- Length: Up to 1,000 words;
- File format: PDF;
- Optional attachments: portfolio, images or links.
Suggested structure:
- Title;
- Author(s);
- Conceptual description;
- Keywords (three);
- Format of performance;
- Duration and exhibition period;
- Technical and spatial requirements;
- Installation and dismantling plan;
- Links for documentation (optional).
Important dates
| Date | Activity |
|---|---|
| February 24, 2026 | Launch of the Call for Works |
| March 2, 2026 | Submissions open |
| May 5, 2026 | Submission deadline |
| June 5, 2026 | Notification of accepted proposals |
| August 24-26, 2026 | Symposium |
Organizing committee (alphabetical order):
Alana Moraes (UNIFESP), Anna Bentes (FGV), Bruno Cardoso (UFRJ), Débora Pio (UFRJ), Fernanda Bruno (UFRJ), Henrique Parra (UNIFESP), Jamila Venturini (UNICAMP), Rafael Evangelista (UNICAMP), Rodrigo Firmino (PUCPR).
Support:
Rede Lavits/Fundação Ford
FAPERJ
Organized by:
REDE LAVITS
MediaLab.UFRJ
Jararaca: Laboratório de Tecnopolíticas Urbanas
Pimentalab: Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento – Unifesp
Laboratório de Estudos Digitais (LED/UFRJ)
Laboratory of Advanced Studies in Journalism (Labjor) – Center for the Development of Creativity (Nudecri)
Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ
Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana da PUCPR
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unifesp
Programa de Pós-Graduação em Etnografia e Crítica Cultural da UFRJ
Graduate Program in Scientific and Cultural Communication – University of Campinas (Unicamp)



